sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Indignação

Quando começamos esse blog nossa proposta era tratar exclusivamente de questões de inovação, mas diante deste fato, resolvi abrir uma exceção. Estou reproduzindo um texto da Lucia Hippolito, publicado no seu Blog que trata da decisão do STF quanto à censura ao jornal "O Estado de São Paulo". Essa decisão é uma afronta que deve causar indignação a todos nos, por isso divulgo esse texto e peço a todos que façam o mesmo, passem para as suas listas de E-mail, divulguem no Twitter, comentem na escola, enfim precisamos que esse assunto seja discutido por todos e que os nossos juízes do supremo saibam qual é a nossa opinião

"STF defende a censura
Nem na ditadura


É inacreditável! É
estarrecedor!

O Supremo Tribunal Federal, a Suprema Corte do nosso país, o guardião da Constituição brasileira e dos direitos dos cidadãos, acaba de legitimar um dos atos mais odientos e repugnantes na vida de povos que se pretendem civilizados.

Declara textualmente o § 2º do Art. 220 da Constituição brasileira: “É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.”

De novo, para a gente não esquecer: “É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.”

Pois os “Supremos” sapatearam sobre a Constituição brasileira e legitimaram a censura à imprensa. Por seis votos a três, os meritíssimos mantiveram a censura ao jornal “O Estado de São Paulo”.

Não se trata aqui de defender este ou aquele jornal. Como dizia Thomas Jefferson, um dos pais fundadores da democracia americana e terceiro presidente do Estados Unidos, “a lei determina que a imprensa deve ser livre, não que deva ser boa”.

Quem decide se é boa ou não é o cidadão.

Thomas Jefferson é autor, também, de outra reflexão crucial para a democracia. Disse ele: “se eu tiver que escolher entre um governo sem jornais e jornais sem um governo, eu não hesitaria em escolher a última fórmula, isto é, jornais sem um governo”.

É irrelevante julgar os atores desse processo. O jornal “O Estado de São Paulo”
foi censurado porque um juiz amigo da famiglia Sarney proibiu a publicação daqueles áudios deliciosos em que o filho de Sarney contava como a família exerce seu poder privatizando todos os espaços públicos ao seu alcance, desde um bem do Patrimônio Histórico, como o Convento das Mercês, transformado em mausoléu do patriarca, José Sarney, passando pelo Senado Federal, onde foram empregados aliados, cabos eleitorais, apaniguados, asseclas, netos, cunhadas, agregados da família, namorados de netas, filhos fora do casamento, amantes et caterva.

Ainda não mencionamos áreas estratégicas para o país, como por exemplo, a área de Minas e Energia, feudo privado, quase quintal da famiglia Sarney.

Mas há ainda verbas repassadas pela Petrobrás, pelo Ministério da Cultura, passagens da Câmara utilizadas por assessores do primeiro-filho, que se quer é parlamentar. Enfim, um sem-número de ilegalidades, que o jornal está proibido de divulgar.

Mas não é disso que se trata aqui.


Não se está julgando o jornal nem a famiglia Sarney.

Aqui se trata do perigosíssimo golpe contra a democracia. Golpe perpetrado por aqueles que têm como única função defender a Constituição brasileira.

Durante a ditadura militar (1964-1985) existiu censura. Pesada, tenebrosa, assustadora.

Mas a aplicação da censura era prerrogativa do Poder Executivo, através dos
hediondos Atos Institucionais.


Não se tem notícia de que ministros do Supremo Tribunal Federal tenham coonestado a censura.

Ao contrário, temos exemplos de ministros heróicos, que resistiram e perderam a toga por ato da ditadura.

Os nomes de Victor Nunes Leal, Hermes Lima e Evandro Lins e Silva permanecem vivos na nossa memória.

Mas mesmo aqueles que concordaram com o golpe de 64 – e depois se arrependeram –, como o ministro Aliomar Baleeiro, que tirou a toga e a pisoteu quando soube da destituição dos três, jamais legimitou a censura da ditadura.

Tivemos que viver mais de 24 anos de democracia para assistir à cena de hoje: seis ministros da Suprema Corte do país apoiando a censura.

É importante registrar aqui os votos dos ministros do Supremo. A favor da liberdade de imprensa, dos cidadãos, da democracia e da Constituição brasileira, votaram os ministros Carlos Ayres Britto, Celso de Mello e Carmen Lúcia.

A favor da censura, contra os direitos dos cidadãos, contra a democracia e pelo desprezo à Constituição de 88 votaram os ministros Gilmar Mendes, Cezar Peluso, Eros Grau, Ellen Gracie, Ricardo Lewandowski e José Dias Toffoli.

A morte da liberdade sempre começa com a censura à imprensa. "

Lucia Hippolito em http://oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito/

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Encontro Virtual sobre Empreendedorismo na WEB

Ontem (18 de novembro de 2009), partcipei de um encontro virtual, dicutindo empreendedorismo na WEB. Foi uma ação promovida pela TEIA MG, dentro da programação da Semana Global de Empreendedorismo.

Estive acompanhado do empreendedor NATAN SZTAMFATER da Portcasa , site especializado na comecialização de artigos de cama,mesa e banho e do jornalista MANUEL FERNANDEZ, diretor da revista Bites.

Eu gostei da experiência. Se você tiver interesse, o encontro esta disponivel no site da Teia

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Conversa em Sânscrito Arcaico



- Você esta falando grego!!



Quando ouvimos essa afirmação já sabemos que o outro lado da conversa não esta entendendo o que tentamos dizer. E essa é uma situação bastante comum.

O nosso pensamento, e consequentemente a nossa fala, esta diretamente contaminada pelos nossos valores, e esses mesmos valores, constroem filtros que interpretam tudo que ouvimos.

Por isso, muitas vezes quando alguma coisa não se encaixa nos nossos valores, não conseguimos entender.

Algumas vezes, as idéias são tão estranhas, que parecem que estão sendo ditas em grego. Bom, pelo menos existem dicionários grego-portugues

E o que isso tem a ver com inovação? É que muitas vezes inovação não é apenas grego, é sânscrito arcaico!

Há algum tempo eu vi um documentário que declarava que na chegada dos europeus à America, os nativos não enxergavam os navios. Não que eles não estivessem ali, mas como eles não tinham referencias previas, eles não conseguiam definir o que era aquilo e acabam não vendo os navios.

Agora imagine um empreendedor da novíssima geração, tentando explicar um novo modelo de negócios à um profissional da velha como eu. É preciso muito esforço, paciência e atenção para que essa conversa não se transforme em um papo em sânscrito arcaico.

Recentemente conversei com um jovem cujo negocio era reunir informações sobre manifestações artísticas que acontecem em um determinado período na cidade, organizá-las e diagramá-las com espaços para publicidade, no verso de um cartaz que é uma reprodução de uma destas manifestações artísticas. A receita vem da venda destes espaços publicitários, que é suficiente para bancar a operação de coleta de informações, a diagramação, a impressão e a distribuição dos cartazes em locais freqüentados por pessoas que se interessam por esse tipo de manifestação.

Em uma primeira analise, influenciado pelos meus valores pessoais, fui capaz de formular inúmeros pontos negativos ao projeto, mas iluminado por uma sabedoria superior, usei as minhas duas orelhas para ouvir mais, ao invés de falar “bobagens” com a minha única boca.

Na minha referencia pessoal esse negocio não se sustenta, mas eu tenho que considerar que não tenho todas as respostas, não sei como as pessoas que apreciam esse tipo de manifestação artística se comportam, quais as suas premissas, os seus conceitos, os seus valores.

Tive que reconhecer que poderia ter um super petroleiro na minha frente, e por causa dos meus valores pessoais, eu não conseguia vê-lo.

Minha sugestão, para esse empreendedor foi simples: buscar mais conhecimento sobre os seus potenciais clientes para alinhar as expectativas deles com as possibilidades de retorno do seu negocio, e principalmente procurar responder aquelas perguntas básicas:

• Meu produto ou serviço pode interessar a alguém?
• Esse alguém esta disposto a pagar para ter esse produto ou serviço?
• O que eles estão dispostos a pagar é suficiente para cobrir os meus custos e me proporcionar algum lucro?

Por que no final das contas, como diz a minha amiga Viviane Vilela, do Blog “Beco com Saída” :



- Tudo pode dar dinheiro, depende do processo!

sábado, 10 de outubro de 2009

Depois de um longo inverno... eu voltei!!


Eu devo uma explicação por essa ausência.

Eu resolvi fazer o que venho pregando ao longo dos últimos 18 anos. Inovei na minha vida profissional. Abri mão do conforto do conhecido, do cotidiano, do seguro. Tratar de inovação para mim é uma ação confortável, cotidiana, segura. Na maioria das vezes consigo antecipar os problemas e as suas possíveis soluções. Isso facilita a vida, mas também a deixa um pouco monótona. Por isso aceitei um desafio. Começar de novo em uma outra disciplina, Gestão do Conhecimento. Para mim, essa disciplina não é conhecida, cotidiana e nem segura. Na realidade é totalmente desconhecida, o que por si só, já é emocionante. Aprender é sempre uma aventura.

Mas como dizem por ai, você pode tirar o sujeito da inovação, mas não pode tirar a inovação do sujeito. Assim, logo percebi que não teria graça fazer gestão do conhecimento da maneira tradicional, por isso estamos fazendo de uma maneira inovadora, não focando no conhecimento propriamente dito, mas na forma pela qual ele flui na organização. Para isso vamos usar ferramentas de Analise de Redes Sociais.

Não tenho conhecimento de outras experiências deste tipo. Se alguém conhecer alguma, por favor me avise.

Toda a ansiedade de começar uma coisa nova, a preparação, a busca e identificação de ferramentas adequadas, e o processo de aprendizagem em si, consumiram todo o meu esforço durante estes últimos meses, mas acredito que a fase mais difícil já passou. Na ultima sexta, dia 9 de outubro, que foi o aniversário do SEBRAE, terminamos a etapa de coleta de dados, e começaremos a analise dos resultados na próxima terça, depois do feriado.

Confesso que estou sentindo aquele friozinho na barriga, ansioso para ver os resultados. Será que a nossa abordagem vai dar certo? Será que conseguiremos bons resultados?

Sinceramente eu não sei. Mas essa incerteza é que torna o processo de inovação tão divertido!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Soluções Inovadoras

Desculpem-me, mas eu tenho que volta a esse assunto. Ontem, 24 de junho, foi o lançamento do Projeto "99 Soluções Tecnológicas". Eu estive diretamente envolvido neste projeto desde o inicio e ele é a síntese de tudo que temos tentado demonstrar aqui neste blog: Inovação é possível para todos!

Foi emocionante ver a Dona Vanda da Cerâmica Lucevans, em Panorama,SP contando que apesar das dificuldades ela tinha acabado uma transação de venda de créditos de carbono para a Alemanha. Ou o Roberto da Noxt em São José dos Campos, explicando que ele o sócio deixaram o conforto de bons empregos porque acreditam no seu negocio.
Isso tudo e muito legal. Me emociona muito. Se você quiser ver essas ou outras historias de soluções inovadoras, ou ainda nos contar a sua solução inovadora, clique na imagem ao lado.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Existem pequenas empresas inovadoras?


É claro que sim

Uma prova disso esta no evento que acontecerá dia 24 de junho a partir das 19horas: o lançamento da publicação 99 Soluções Inovadoras, que relata a experiência de 99 pequenos negócios que acreditaram que era possível, foram atrás e inovaram.

Foi muito divertido fazer esse projeto, pois pudemos conversar com inúmeros empreendedores de pequenos negócios, desde agricultores até fabricantes de aviões, todos eles atendidos pelos produtos de inovação e tecnológica do SEBRAE-SP, entender como a inovação fez diferença e escolher os 99 para poder contar.

Esteja presente, e comprove o lançamento será no Auditório do CIEE na Rua Tabapuã, 445 em São Paulo. Confirmação de presença pelo telefone 0800-5700800

terça-feira, 21 de abril de 2009

Inovando na crise

Alguem duvida que estamos vivendo uma crise?


Acho que não. A crise esta ai para todo mundo ver. O que podemos questionar é se ela via ser mais ou menos grave, quanto tempo vai durar, se vai ou não nos afetar diretamente.

Em uma situção de crise a inovação assume um papel aina mais importante, e para explicar o porque desta importância , vamos tomar emprestado um conceito dos professores W. Chan Kim e Renée Mauborgne, defendido no livro “ A estratégia do oceano azul”.
Imagine a seguinte situação: em um oceano super povoado de peixes a comida disponível não é suficiente para que todos se alimentem. O que acaba acontecendo? É provável que os peixes se enfrentem entre si, numa batalha sangrenta onde muitos morrerão , outros ficarão feridos , mas com certeza o oceano ficara banhado de sangue. É o chamado oceano vermelho.
Segundo os professores Kim e Mauborgne, em uma situação normal de mercado, onde há uma grande concorrência, é isso que acontece. Os competidores acabam estabelecendo uma disputa sangrenta entre eles, atacando-se mutuamente . nestas condições a maioria não sobrevive.
Agora imagine se um destes peixes encontra um novo oceano, que os outros peixes ainda não acharam, o que acontece nesse oceano? Neste oceano não há disputa, não há sangue, é o chamado oceano azul.
Essa é a metáfora descreve uma situação de inovação, onde ao invés de competir em um mercado muito saturado, cria-se um novo mercado.
Mas será que isso não tem riscos? Toda vez que a concorrência começar é só procurar um novo oceano que tudo se resolve, não é?
Não, não é. Como em toda atividade, existem riscos. Existem oceanos para todos? E se no oceano novo não tem comida? Esses são alguns dos riscos da inovação, dá trabalho tem que procurar muito e muitas vezes , simplesmente não funciona.Alem disso, mesmo quando encontramos um oceano legal, não da para mante-lo escondido por muito tempo, logo outros peixes chegam e acabam superpovoando um oceano que estava vazio. Por isso não podemos nos acomodar. Mesmo nadando em um oceano azul, precisamos estar sempre em busca de um outro oceano, ou seja, não basta ter sucesso em uma inovação, é preciso continuar inovando sempre.






domingo, 5 de abril de 2009

Desperdício de criatividade






Você já ouviu aquela historia do sujeito que patenteou o clipe de papel e depois viajou pelos Estados Unidos , fazendo acordos de licenciamento da sua invenção e com isso ficou milionário?
É mentira, poderia ser verdade mas é mentira.
A patente que ilustra esse post é de um cidadão norueguês chamado Johan Vaaler que é o suposto inventor do Clipe. Ela foi depositada na Alemanha em 1899 e nos Estados Unidos em 1901, entretanto a outra ilustração deste post é de um anuncio do Clip Gem datado 1894, o que invalida a patente do Sr. Vaaler.
É mentira, mas poderia ser verdade. Muitas vezes, idéias simples colocadas em pratica, produzem um imenso resultado, caracterizando-se como uma inovação, mas vamos guardar essa informação para mais tarde.

E a comparação entre as patentes da Coréia e do Brasil depositadas no US Patent Office, você sabe alguma coisa a respeito?
Se você não sabe eu explico, no inicio dos anos 60, Brasil e Coréia tinham desempenho semelhante no tocante ao deposito de patentes no mercado norte americano. Passados 40 anos no final do século, o desempenho da Coréia é infinitamente superior ao do Brasil.
Muita gente boa vem estudando esse assunto, mas podemos dizer que essa diferença é explicada por uma diferença na estratégia dos dois países. Enquanto a Coréia estabeleceu e praticou uma política industrial, e tecnológica estruturada e constante ao longo dos anos, no Brasil a coisa correu solta. A nossa política industrial, tecnológica e de comercio exterior somente foi implementada neste século.
Mas isso explica tudo? Talvez não. O prof. Rodolfo Politano da Pos graduação do IPEN tem uma teoria interessante. Segundo ele tudo que é abundante tende a ser desprezado. Vejamos, até 1973, o petróleo era considerado uma matéria prima abundante. O barril custava em média US$3,00, ninguém se preocupava em controlar o consumo dos veículos. Isso só mudou com a expectativa da falta. Hoje em dia, muitas pessoas ainda consideram a água como abundante, desperdiçando-a das mais variadas formas e maneiras. Acho que isso é suficiente para que possamos concordar que a humanidade não dá valor aquilo que é abundante.
Pois bem, criatividade é abundante no Brasil. Somos reconhecidos no mundo inteiro pelo famoso “jeitinho brasileiro”, mas isso ao invés de nos orgulhar, é motivo de vergonha.
Quantos de nós, ao resolver um problema de uma forma nova, inusitada, diferente, não nos referimos a essa solução com sendo uma “gambiarra”? E como as “gambiarras” são abundantes em nosso meio, elas são desperdiçadas.
Precisamos urgentemente, melhorar a nossa auto-estima e reconhecer que as idéias que aplicamos para a solução dos problemas, por mais simples que sejam, são idéias, e se resolvem o problema, são idéias bem sucedidas, e por isso merecem respeito.
No século retrasado, alguém precisava manter papeis juntos, e entortando um arame chegou a uma solução diferente e inusitada. A diferença é que, mesmo que muitos tenham pensado que aquele arame torto usado pra prender papeis, era apenas uma “gambiarra”, alguém entendeu aquilo como uma boa idéia e uma oportunidade de negócios e o resto é história que se mistura com a lenda.
É importante que como nação, o Brasil passe a se orgulhar de sua criatividade, e que o jogo de cintura , o jeitinho brasileiro, mereçam o devido respeito, e que dessa forma , possamos tirar proveito da nossa criatividade.
A nossa historia é repleta de exemplos de idéias que não foram aproveitadas adequadamente. Isso acaba assumindo um caráter de anedota. Vejam esse video onde a Xuxa conta para as crianças, alguns destes casos.


video
Este video foi exibido pela Rede Globo no programa TV Xuxa de 05 de novembro de 2007

domingo, 29 de março de 2009

Pequenos negócios e Inovação

Antes de mais nada gostaria de me desculpar por dois motivos: o primeiro é pela demora em colocar esse post, o segundo é pelo tamanho dos meus posts.
A primeira situação esta sendo corrigida agora que vamos discutir a inovação e os pequenos negócios. A segunda já é mais difícil, pois como poderíamos discutir esse assunto em um texto curto. Mas vamos lá.
A primeira pergunta é se as pequenas empresas inovam. A última pesquisa PINTEC do IBGE cobrindo o periodo 2001/2003 , apresenta o seguinte resultado para a taxa de inovação:

Podemos observar que apesar de um pequeno crescimento, a inovação nas empresas de até 100 funcionários é significativamente menor do que nas empresas com mais de 500 funcionários .
Entretanto essa pesquisa não responde as questões referentes aos pequenos negócios, visto que contempla apenas o universo de 84.3 mil empresas industriais com mais de 10 funcionários. O real entendimento da inovação na pequena empresa, precisa necessariamente considerar o universo de 5.028 milhões de estabelecimentos industriais, comerciais e de serviços existentes no Brasil ou pelo menos os 1.544 milhões de estabelecimento no Estado de São Paulo.
Alem disso a pesquisa foi concebida, considerando-se a segunda edição do “manual de Oslo” que apresenta uma definição mais restrita do conceito de inovação.
Buscando realmente entender esse processo, o SEBRAE-SP realizou a sondagem “Inovação e Competitividade nas MPEs” com uma amostra de 450 empresas que representam o universo dos 1.544 milhões de estabelecimentos de pequeno porte no Estado de São Paulo.
Para essa pesquisa foi utilizado o conceito de inovação do Sistema SEBRAE que foi traduzido da seguinte forma:
“ a sua empresa realiza aperfeiçoamentos, introduz inovações, melhorias ou novidades no seu negócio?” sendo que obtivemos a seguinte resposta:


A pesquisa toda é muito interessante a vale a pena ser consultada no site do SEBRAE-SP (http://www.sebraesp.com.br/sites/default/files/inovacao_competitividade_mpes.pdf) , mas vale a pena destacar um ponto em especial. Se compararmos 2 grupos, um composto pelas empresas que não inovam ou que inovam raramente (47% do total) e o outro composto pelas empresas que realizam inovações com alguma frequência (os 53% restantes), com relação a parâmetros com volume de produção, faturamento, produtividade por funcionário, percebemos que proporcionalmente o numero de empresas que tiveram melhorias nestes fatores no segundo grupo (inovadores) é o dobro das empresas do primeiro grupo.
Ok! Conseguimos demonstrar estatisticamente que a inovação é importante para a pequena empresa. Mas como isso funciona na pratica.
Lembrando que o nosso conceito de inovação pode ser resumido como “novidade que resulta em maior competitividade no mercado” , os pequenos negócios tem uma grande vantagem neste processo pois como são “leves” e flexíveis tem grande facilidade para implementar mudanças.
Perto de onde eu moro existe um estacionamento. Este é um pequeno negocio que como tantos outros ou estava enfrentando dificuldades financeiras ou o seu dono queria obter mais resultado do seu investimento, o fato é que ele passou a oferecer um serviço de lavagem de automóveis. Isso é uma inovação? Com certeza é a agregação de um novo processo que melhora o resultado financeiro da empresa, então é uma inovação. Depois de algum tempo ele passou a ampliar o seu horário de atendimento, oferecendo o serviço também aos domingos. Eu sei que isso pode parecer obvio, mas ninguém fazia isso antes na região, por isso é uma inovação.
Depois de algum tempo, fez acordos com alguns restaurantes da região, oferecendo serviço de estacionamento para os clientes dos restaurantes, e em seguida passou a oferecer a lavagem enquanto cliente almoça.
Vejam que nestes casos não houve nenhuma pirotecnia, apenas um empresário que identificou necessidades e passou a oferecer serviços que as atendem. Inovar é isso é estar atento e se antecipar.
Para encerrar vou contar uma lição que aprendi. A pedido da Incubadora de Guarulhos realizei uma palestra sobre inovação no auditório da Faculdade ENIAC em Guarulhos. Ao final alguém me perguntou qual o risco da inovação. Respondi que um dos riscos da inovação é que ela não de certo, ou seja, você investe tempo , esforço e recursos e não obtém o resultado esperado. Isso é verdade, mas não é o único risco da inovação. Ainda bem que alguém na platéia nos lembrou que um outro risco tão grande quanto este é acreditar que já inovamos tudo, e que podemos descansar. Isso não é verdade, inovação é um processo continuo que não pode parar, porque se pararmos, alguém vem inova mais e ficamos para traz.

sábado, 14 de março de 2009

Inovação e Invenção - segunda parte

Tudo bem, nem sempre um invenção vira uma inovação. Se o Sr. Fly não cantasse em um coral e precisasse de um marcador de pagina, a cola “inventada” pelo Sr.Silver ainda seria apenas uma invenção e não parte integrante de uma outra invenção que efetivamente se tornou um inovação.
Mas será que é possível inovar sem uma invenção?
Vamos pensar no caso das Sandálias Havaianas. Quando foram lançadas em 1962, já não podiam ser consideradas uma invenção,
pois foram inspiradas nas tradicionais sandálias japonesas ZORI
Não eram invenção mas podiam ser consideradas inovação?

Vocês se lembram que inovação é:
“A concepção de novo produto ou processo produtivo, bem como a agregação de novas funcionalidades ou características ao produto ou processo que implique melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade ou produtividade, resultando
em maior competitividade no mercado”
O que o pessoal da Alpargatas fez com as sandálias Zori? Tocaram a palha de arroz e o tecido por um tipo de borracha que “não tem cheiro nem solta as tiras”. Essa “agregação de novas ...características ao produto...” resultou em uma maior competitividade . Em 1965 eram vendidos 1000 pares por dia. Definitivamente isso é uma inovação.

Mas como em todo caso de inovação muito bem sucedida, logo surgiram os seguidores que são comuns neste processo. Em 1970 a Alpargatas, foi obrigada a fazer uma ampla campanha para diferenciar o seu produto das imitações. Essa campanha, protagonizada pelo Chico Anisio, criou o bordão “Havaianas as legitimas, as únicas que não deformam , não soltam as tiras e não tem cheiro"







Por volta de 1994 , mais de 30 anos após o lançamento, as vendas de sandálias havaianas estavam muito baixas e o produto erra associado com a camada mais pobre da população. Neste momento , acontece mais uma inovação. As sandálias que originalmente eram bi colores ( Branca e outra cor) passaram a ser oferecidas monocromáticas. Chamadas de Havaianas Top, esse novo produto foi direcionado as classes mais altas da população e obteve um boa aceitação. A partir daí foram criadas novas segmentações : Havaianas Surf, Havaianas Brasil, Havaianas Slim, Havaianas Flash, etc . Neste processo em que o produto é caracterizado como elegante e único, através de campanhas de marketing cuidadosamente planejadas, acontece também uma conquista do mercado externo






Recentemente, um grupo de estrangeiros visitando o SEBRAE-SP, pediu para ser levado a um local onde pudessem comprar as Sandálias Havaianas. Isso é outra inovação sobre o mesmo produto.O caso das Sandálias Havaianas nos mostrou que é possível a inovação sem uma invenção. Se a Alpargatas consegue inovar sem inventar, você também pode. Duvida? Isso vai ficar para o próximo post.

segunda-feira, 9 de março de 2009

A relação entre o ovo e a galinha e entre inovação e invenção

Quem nasceu primeiro o Ovo ou a Galinha?
O que essa pergunta tem a ver com inovação e invenção? Em principio nada. Nada porque nestas duas perguntas podemos estabelecer uma relação de causa e efeito, mesmo que não saibamos em que ordem ela ocorre. Não importa quem vem primeiro, o outro sempre vem depois.
Já entre inovação e invenção não existe essa relação direta. Nem toda invenção vira inovação, como nem toda inovação vem de um invenção.
Ficou complicado, vamos tentar explicar.

Segundo o Aurélio, invenção é :” [Do lat. inventione.] Substantivo feminino.. Ato ou efeito de inventar, de criar, de engendrar” e inventar é :” [De invento + -ar2.] Verbo transitivo direto.. Ser o primeiro a ter a idéia de:”
Ter idéias é natural do ser humano. Todos nos temos inúmeras. Quando uma dessas idéias é realmente nova, estamos diante de uma invenção. Mas uma invenção só se transforma em uma inovação se ela chegar a sociedade e produzir algum resultado.


Um bom exemplo desta situação é o “Post It”, aquele bloquinho de recados produzido pela 3M. Em 1968 Spence Silver, pesquisador da 3M, inventou um novo adesivo. Esse adesivo transformava-se em pequenas esferas que não se dissolviam, não derretiam e eram extremamente adesivas e que tinham o diâmetro de uma fibra de papel, mas não tinha uma forte aderência quando aplicado as fitas.
Durante mais de cinco anos o Sr Silver promoveu seminários internos no 3M procurando uma utilidade para o seu invento, mas não encontrou. A cola do Sr Silver era uma invenção mas não era uma inovação.
Essa historia mudou em 1977, quando Art Fry, que alem de trabalhar na 3M, cantava no coral de sua igreja e tinha muitos problemas com os marcadores de pagina que viviam caído do livro de cânticos. O Sr Fly que havia assistido um dos seminários realizados pelo Sr Silver, resolver experimentar essa “cola” nos marcadores e percebeu que mais do que marcadores eles poderiam ser blocos para notas ou recados.
Como esse era um conceito novo o Sr Fly tinha dificuldades para explicá-lo, por isso decidiu produzir uma quantidade destes blocos com a invenção do Sr Silver de distribuir as pessoas na 3M para que elas próprias descobrissem como utilizar essa nova invenção. O resultado desta ação foi o lançamento do “post it” em 1981.
A inovação “post it” dependeu não de uma mas de duas invenções. Mais tarde vamos discutir as inovações que não dependem de invenção.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Como o Obama quer sair da Crise

Na ultima terça feira o presidente Barack Obama fez o seu primeiro discurso sobe o Estado da Nação.

Esse discurso é uma tradição no modelo político norte americano, onde o chefe do executivo deve de tempos em tempos, relatar ao legislativo como esta a situação da nação com um todo. Neste momento o presidente indica quais são suas prioridades e presta contas do que foi feito.

Aqui vai um destaque sobre a forma que deve orientar qual o processo para a superação da crise:

"O peso dessa crise não vai determinar o destino desta nação. As respostas aos
nossos problemas não estão além do nosso alcance. Elas existem em nossos
laboratórios e nossas universidades, nos nossos campos e nossas fábricas, na
imaginação dos nossos empresários, no orgulho do povo mais trabalhador da
terra."

Pessoalmente eu concordo com o presidente Obama. O que ele descreve neste paragrafo é o processo de inovação e inovação é o caminho que conduz para a saída da crise através da criação de oportunidades.

Como podemos aplicar isso no Brasil?
Clique aqui para ler a integra do discurso em inglês no site da CNN

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Agora que o Carnaval passou...

O Renato Fonseca de “O Conselheiro Criativo” nos chama atenção para a “indústria do carnaval” traduzida nos desfiles das escolas de samba. Em um período de pouco mais de uma hora mais de 3000 pessoas fantasiadas e pelo menos 5 alegorias tem que atravessar uma passarela com 530 metros, organizados em alas, dançando e cantando, submetendo-se a um julgamento p’ra lá de subjetivo. Como isso pode funcionar?
Acho que o primeiro ponto é objetivo comum! Todos ali, desde o mais antigo membro da escola até o turista que comprou a fantasia um dia antes do desfile, tem o mesmo objetivo, ganhar o carnaval. Afinal ninguém gosta de perder e por isso há uma grande dedicação de todos.
O segundo ponto é a confiança. Como todos tem o mesmo objetivo, uns confiam nos outros. Não existem motivos para agendas ocultas, e por isso mesmo existe a colaboração.
Um passista mais antigo ensina os truques aos passistas que estão chegando, porque ele sabe que mesmo sendo o melhor sambista da avenida se o colega do lado tropeçar e cair , todo o resultado pode ser comprometido, a escola perde e ninguém ganha nada.
Um terceiro ponto também fundamental é o prazer: as pessoas não são obrigadas a desfilar em uma escola de samba, mas quando o fazem, fazem com paixão, dedicando a isso não somente o seu tempo mas também colaborando de inúmeras outras formas; com sugestões; habilidades especiais e até mesmo financeiramente. A maioria dos participantes paga para desfilar.
É lógico que empresas e escolas de samba são coisas diferentes, mas se pudéssemos levar para empresas um “clima escola de samba” que contemple sentimentos de objetivo comum, confiança e prazer, onde as pessoas que trabalham ali deixem de ser funcionários, empregados , colaboradores, etc e passem a ser “integrantes” de um projeto comum, poderíamos ampliar o fluxo de aprendizagem na empresa melhorando os seus resultados.
Mas é importante saber que isso não mágica. Não é de uma hora para outra que as pessoas passam a confiar nas outras, este é um processo que precisa ser semeado entre os “integrantes” de uma empresa, principalmente através de ações comportamentais
No momento que ele começar a florescer, precisa ser reconhecido, reforçado e até mesmo premiado para que cada vez mais funcionários, empregados , colaboradores, etc se transformem em “integrantes” orientados para um mesmo resultado, colaborando com os seus colegas para que ninguém tropece, e confiando que essa é a melhor atitude.
E essa é uma postura que deve acontecer sempre, até mesmo nos momentos mais adversos, pois somente com esse espírito é que se supera as grandes crises. Para ilustrar esse sentimento deixo aqui uma musica escrita em um momento de crise vivida na Escola de Samba Unidos de Vila Isabel:


Renascer das Cinzas
Martinho da Vila

Composição: Zé Catimba

Vamos renascer das cinzas
Plantar de novo o arvoredo
Bom calor nas mãos unidas
Na cabeça de um grande enredo
Ala de compositores
Mandando o samba no terreiro
Cabrocha sambando
Cuíca roncando
Viola e pandeiro
No meio da quadra
Pela madrugada
Um senhor partideiro

Sambar na avenida
De azul e branco
É o nosso papel
Mostrando pro povo
Que o berço do samba
É em Vila Isabel

Tão bonita a nossa escola!
E é tão bom cantarolar
La, la, iá, iá, iá, iá, ra iá
La, ra, iá

sábado, 14 de fevereiro de 2009

A inovação e a gestão de conhecimento

Para facilitar o nosso entendimento vamos combinar que inovação é :
A concepção de novo produto ou processo produtivo, bem como a agregação de novas funcionalidades ou características ao produto ou processo que implique melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade ou produtividade, resultando em maior competitividade no mercado”

Essa definição é usada pelo Sistema SEBRAE no documento Diretrizes para Atuação do Sistema SEBRAE em Acesso á Inovação e a Tecnologia , mas acho que podemos pega-la emprestada. O pessoal do SEBRAE não vai reclamar.
Em ultima analise, podemos dizer que quando um negócio inova, ele encontra uma forma diferente de fazer o que todos os outros fazem. É por essa diferença obtém um retorno melhor, seja porque consegue ter um custo mais baixo ou porque a diferença é percebida pelos clientes, que se dispõe a pagar mais por ela.
Legal! Então podemos dizer que o segredo é parte do processo da inovação, pois enquanto os meus concorrentes não sabem o que o meu negócio faz de diferente, eu tenho uma vantagem competitiva, que Schumpeter chamava de Lucro de Monopólio.
Essa verdade que funciona muito bem da porta para fora, quando aplicada da porta para dentro pode trazer resultados desastrosos. Quando dentro de um negócio ou empresa, não existe um ambiente de colaboração e compartilhamento de conhecimentos é muito mais difícil o desenvolvimento de inovações. E essa é uma condição mais comum do que possa parecer.
É comum que um colaborador que detém algum conhecimento diferenciado, o chamado “pulo do gato”, relute em compartilhá-lo com os seus colegas. Por que será que isso acontece?
Eu não sou um especialista, mas acredito que esse comportamento tem muito a ver com a chamada “Hierarquia das Necessidades de Maslow”, também conhecida como “Pirâmide de Maslow”. Segundo essa teoria, proposta pelo psicólogo americano Abraham Maslow, em meados do século passado as necessidades humanas podem ser classificadas em cinco categorias sobrepostas, conforme o demonstrado na figura:


O que um conhecimento diferenciado traz para o colaborador?
Em minha opinião a fisiologia não é afetada por esse comportamento.
A sensação de segurança pode ser aumentada, pois enquanto ninguém sabe o que eu sei a empresa depende de mim.
Não tenho certeza de como o andar superior da escala, que trata de amor e relacionamento pode ser afetado. Já sensação de poder, remete diretamente ao quarto degrau da pirâmide.
Se as empresas quiserem estabelecer um ambiente de compartilhamento de conhecimento entre os seus colaboradores, precisam criar instrumentos que superem essas necessidades.
O colaborador tem que saber e confiar que a manutenção de seu emprego não vem de uma chantagem, mas sim da sua contribuição com o crescimento coletivo de todos os demais colaboradores que leva ao crescimento da empresa. Mesmo porque um conhecimento que hoje é importante pode ser rapidamente ultrapassado e descartado.
O colaborador tem que entender que o seu valor para a empresa, não vem do seu conhecimento “embarcado”, mas sim da sua capacidade de difundir esse conhecimento, de mesclar esse conhecimento com outros, e a partir desta mescla, construir outros conhecimentos.
Mas acima de tudo, a empresa tem que levar o colaborador para o topo da pirâmide de Maslow, em busca da realização pessoal, onde a criatividade e colaboração afloram naturalmente.
Esse processo de elevar o colaborador ao longo da pirâmide, ajudando-o a superar as suas resistências é uma etapa fundamental no que chamamos de Gestão do Conhecimento, que é fundamental para a inovação.
Como já diziam os Professores José Carlos Barbieri e Antonio Carlos Teixeira Da Fundação Getulio Vargas:
“...inovação é um processo interpessoal. Transformar idéias em produtos, serviços e processos requer a organização de diferentes atividades a serem executadas por diferentes pessoas, jamais poderá ser o resultado de um trabalho solitário. Por isso se diz que pessoas inventam e organizações inovam

Se nosso objetivo é inovar, precisamos colaborar e compartilhar conhecimentos.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Inovação é Simples!!!

Há algum tempo atrás, Renato Fonseca do blog "O Conselheiro Criativo" declarou ao jornal Diário do Comercio e Industria:

“A inovação, ao contrário do que alguns imaginam, não está diretamente ligada a grandes idéias ou invenções. Através da observação do dia-dia e ouvindo a opinião do seu cliente, o empresário pode achar as respostas necessárias para que seu negócio possa deslanchar.”



Ou seja, inovação é simples. Vejam esse caso: Em um restaurante próximo à Av. Paulista, o barulho do liquidificador usado para fazer sucos incomodava os clientes. Veja que solução criativa eles encontraram




Uma simples caixa térmica usada de um jeito novo, produziu os resultados esperados. Isso é inovação



E ai no seu local de trabalho não existe nada que você possa usar de outra forma e que produza resultados, para você, para a sociedade, para a sua empresa ou para os seus clientes? Experimente e depois nos conte os resultados.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O velho chavão "Oportunidade X Crise"

Muito tem se dito sobre esse velho chavão , mas a entrevista do Prof. Ricardo Moreira, do IBMEC Minas Gerais, ao jornalista Herodoto Barbeiro tem uma abordagem um pouco diferente.
Clique aqui para ouvir a entrevista no site da CBN

domingo, 8 de fevereiro de 2009

E agora José?

Em 1942 o poeta Carlos Drummond de Andrade perguntou:

“E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?”

Hoje muita gente anda se fazendo essa mesma pergunta. Com certeza a festa acabou, o caderno de economia de qualquer jornal pode confirmar isso. São noticias de empresas demitindo , fechando fabricas, cortando investimentos quase todos os dias.
E as pequenas empresas? Como elas ficam neste cenário sombrio? Uma pesquisa do SEBRAE-SP indica que houve uma queda de 10% no faturamento do mês de novembro de 2008 quando comparado com o mesmo mês de 2007.
Isso indica que para as MPEs a marola não é só uma marola, é pelo menos uma grande tempestade.
Mas qual a saída? Muita gente acha que nessas horas o melhor é ficar parado, quieto, e esperar a crise passar.
Pessoalmente eu não concordo. Ninguém pode afirmar com certeza quanto tempo vai levar até a crise passar. E essa espera sem ação vai consumir recursos poderão fazer falta mais a frente.
Neste momento o que precisamos, é entregar ao nosso cliente algo novo, diferente, que nos tire do lugar comum, que nos diferencie da concorrência. Precisamos inovar.
Mas como fazer isso? Como Inovar?
Isso é o que nos vamos tentar descobrir juntos aqui neste blog.