quinta-feira, 19 de agosto de 2010

As figuras estranhas do horário eleitoral gratuito

Esta época me deixa angustiado! Eu não sou politico, mas tenho que me manifestar!!!!

Acabei de receber um e-mail com copias da fichas de diversas candidaturas, que no mínimo são cômicas. Pensando bem elas são trágicas. e elas só possíveis devido ao chamado voto proporcional.

Neste sistema as "cadeiras" disputadas, são divididas entre os partidos conforme a o total dos votos que cada partido obteve. Por exemplo, os candidatos do Partido A somados tiveram o equivalente a 40% do votos validos, então esse partido terá direito a 40% das cadeiras disputadas, que são preenchidas conforme a votação individual obtida por cada um dos candidatos.
Por esse motivo, na ultima eleição para deputado federal o PRONA, partido do Dr. Eneas , conseguiu eleger deputados que tiveram menos de 1000 votos , enquanto outros partidos, tiveram candidatos com 60000 que não foram eleitos.
A mágica é que o Dr Eneas recebeu votos suficientes para eleger ele e seus amigos. Seus eleitores foram enganados. Votaram no Dr Eneas e elegeram um bando de desconhecidos.
Não vou questionar por que motivo alguém vota no Dr Eneas, mas o fato de que ele pode ser votado no estado inteiro é que permitiu que os amigos dele pegassem essa boquinha.
Essa é a lógica que alimenta essas candidaturas esdrúxulas, Um candidato que no horário eleitoral gratuito declara “ vote no tiririca, que pior não fica” espera que um monte de pessoas o achem engraçadinho e como são obrigadas a ir votar, acabem querendo fazer graça.
Assim foram eleitos Juruna , Agnaldo Timóteo, Clodovil, Frank Aguiar, e muitos outros.
Por isso defendo o voto distrital. No voto distrital cada distrito elege um representante. E a eleição é majoritária, ou seja o candidato que tem mais votos entra e ponto final. E na outra eleição o candidato tem que disputar no mesmo distrito, se não fez um bom trabalho, vai se cobrado. E alem disso, como o distrito é um espaço geográfico limitado, é natural que os candidatos morem no distrito, possibilitando que depois de eleito, o candidato se encontre com seus eleitores na fila do açougue , na padaria, na reunião da escola etc.

Neste sistema, o eleitor tem muito mais controle sobre o seu representante.
Pense sobre isso, pesquise , e se você concordar comigo, vote em candidatos que tenham compromisso com o voto distrital.
Quem encontrar um me avise, pois eu também estou procurando

domingo, 15 de agosto de 2010

Coletanea de artigos Cientificos do SEBRAE-SP

Depois de muito esforço, conseguimos , amanhã dia 16 de agosto, vamos lançar a Coletanea de Artigos Cientificos do SEBRAE-SP.

Trata-se de uma revista eletronica que reune artigos publicados pelos funcionarios do SEBRAE-SP, em congressos e revistas cientificas .

No primeiro numero tem um artigo meu. Para mais detalhes e ver a revista clique aqui

segunda-feira, 12 de abril de 2010

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Indignação

Quando começamos esse blog nossa proposta era tratar exclusivamente de questões de inovação, mas diante deste fato, resolvi abrir uma exceção. Estou reproduzindo um texto da Lucia Hippolito, publicado no seu Blog que trata da decisão do STF quanto à censura ao jornal "O Estado de São Paulo". Essa decisão é uma afronta que deve causar indignação a todos nos, por isso divulgo esse texto e peço a todos que façam o mesmo, passem para as suas listas de E-mail, divulguem no Twitter, comentem na escola, enfim precisamos que esse assunto seja discutido por todos e que os nossos juízes do supremo saibam qual é a nossa opinião

"STF defende a censura
Nem na ditadura


É inacreditável! É
estarrecedor!

O Supremo Tribunal Federal, a Suprema Corte do nosso país, o guardião da Constituição brasileira e dos direitos dos cidadãos, acaba de legitimar um dos atos mais odientos e repugnantes na vida de povos que se pretendem civilizados.

Declara textualmente o § 2º do Art. 220 da Constituição brasileira: “É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.”

De novo, para a gente não esquecer: “É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.”

Pois os “Supremos” sapatearam sobre a Constituição brasileira e legitimaram a censura à imprensa. Por seis votos a três, os meritíssimos mantiveram a censura ao jornal “O Estado de São Paulo”.

Não se trata aqui de defender este ou aquele jornal. Como dizia Thomas Jefferson, um dos pais fundadores da democracia americana e terceiro presidente do Estados Unidos, “a lei determina que a imprensa deve ser livre, não que deva ser boa”.

Quem decide se é boa ou não é o cidadão.

Thomas Jefferson é autor, também, de outra reflexão crucial para a democracia. Disse ele: “se eu tiver que escolher entre um governo sem jornais e jornais sem um governo, eu não hesitaria em escolher a última fórmula, isto é, jornais sem um governo”.

É irrelevante julgar os atores desse processo. O jornal “O Estado de São Paulo”
foi censurado porque um juiz amigo da famiglia Sarney proibiu a publicação daqueles áudios deliciosos em que o filho de Sarney contava como a família exerce seu poder privatizando todos os espaços públicos ao seu alcance, desde um bem do Patrimônio Histórico, como o Convento das Mercês, transformado em mausoléu do patriarca, José Sarney, passando pelo Senado Federal, onde foram empregados aliados, cabos eleitorais, apaniguados, asseclas, netos, cunhadas, agregados da família, namorados de netas, filhos fora do casamento, amantes et caterva.

Ainda não mencionamos áreas estratégicas para o país, como por exemplo, a área de Minas e Energia, feudo privado, quase quintal da famiglia Sarney.

Mas há ainda verbas repassadas pela Petrobrás, pelo Ministério da Cultura, passagens da Câmara utilizadas por assessores do primeiro-filho, que se quer é parlamentar. Enfim, um sem-número de ilegalidades, que o jornal está proibido de divulgar.

Mas não é disso que se trata aqui.


Não se está julgando o jornal nem a famiglia Sarney.

Aqui se trata do perigosíssimo golpe contra a democracia. Golpe perpetrado por aqueles que têm como única função defender a Constituição brasileira.

Durante a ditadura militar (1964-1985) existiu censura. Pesada, tenebrosa, assustadora.

Mas a aplicação da censura era prerrogativa do Poder Executivo, através dos
hediondos Atos Institucionais.


Não se tem notícia de que ministros do Supremo Tribunal Federal tenham coonestado a censura.

Ao contrário, temos exemplos de ministros heróicos, que resistiram e perderam a toga por ato da ditadura.

Os nomes de Victor Nunes Leal, Hermes Lima e Evandro Lins e Silva permanecem vivos na nossa memória.

Mas mesmo aqueles que concordaram com o golpe de 64 – e depois se arrependeram –, como o ministro Aliomar Baleeiro, que tirou a toga e a pisoteu quando soube da destituição dos três, jamais legimitou a censura da ditadura.

Tivemos que viver mais de 24 anos de democracia para assistir à cena de hoje: seis ministros da Suprema Corte do país apoiando a censura.

É importante registrar aqui os votos dos ministros do Supremo. A favor da liberdade de imprensa, dos cidadãos, da democracia e da Constituição brasileira, votaram os ministros Carlos Ayres Britto, Celso de Mello e Carmen Lúcia.

A favor da censura, contra os direitos dos cidadãos, contra a democracia e pelo desprezo à Constituição de 88 votaram os ministros Gilmar Mendes, Cezar Peluso, Eros Grau, Ellen Gracie, Ricardo Lewandowski e José Dias Toffoli.

A morte da liberdade sempre começa com a censura à imprensa. "

Lucia Hippolito em http://oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito/

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Encontro Virtual sobre Empreendedorismo na WEB

Ontem (18 de novembro de 2009), partcipei de um encontro virtual, dicutindo empreendedorismo na WEB. Foi uma ação promovida pela TEIA MG, dentro da programação da Semana Global de Empreendedorismo.

Estive acompanhado do empreendedor NATAN SZTAMFATER da Portcasa , site especializado na comecialização de artigos de cama,mesa e banho e do jornalista MANUEL FERNANDEZ, diretor da revista Bites.

Eu gostei da experiência. Se você tiver interesse, o encontro esta disponivel no site da Teia

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Conversa em Sânscrito Arcaico



- Você esta falando grego!!



Quando ouvimos essa afirmação já sabemos que o outro lado da conversa não esta entendendo o que tentamos dizer. E essa é uma situação bastante comum.

O nosso pensamento, e consequentemente a nossa fala, esta diretamente contaminada pelos nossos valores, e esses mesmos valores, constroem filtros que interpretam tudo que ouvimos.

Por isso, muitas vezes quando alguma coisa não se encaixa nos nossos valores, não conseguimos entender.

Algumas vezes, as idéias são tão estranhas, que parecem que estão sendo ditas em grego. Bom, pelo menos existem dicionários grego-portugues

E o que isso tem a ver com inovação? É que muitas vezes inovação não é apenas grego, é sânscrito arcaico!

Há algum tempo eu vi um documentário que declarava que na chegada dos europeus à America, os nativos não enxergavam os navios. Não que eles não estivessem ali, mas como eles não tinham referencias previas, eles não conseguiam definir o que era aquilo e acabam não vendo os navios.

Agora imagine um empreendedor da novíssima geração, tentando explicar um novo modelo de negócios à um profissional da velha como eu. É preciso muito esforço, paciência e atenção para que essa conversa não se transforme em um papo em sânscrito arcaico.

Recentemente conversei com um jovem cujo negocio era reunir informações sobre manifestações artísticas que acontecem em um determinado período na cidade, organizá-las e diagramá-las com espaços para publicidade, no verso de um cartaz que é uma reprodução de uma destas manifestações artísticas. A receita vem da venda destes espaços publicitários, que é suficiente para bancar a operação de coleta de informações, a diagramação, a impressão e a distribuição dos cartazes em locais freqüentados por pessoas que se interessam por esse tipo de manifestação.

Em uma primeira analise, influenciado pelos meus valores pessoais, fui capaz de formular inúmeros pontos negativos ao projeto, mas iluminado por uma sabedoria superior, usei as minhas duas orelhas para ouvir mais, ao invés de falar “bobagens” com a minha única boca.

Na minha referencia pessoal esse negocio não se sustenta, mas eu tenho que considerar que não tenho todas as respostas, não sei como as pessoas que apreciam esse tipo de manifestação artística se comportam, quais as suas premissas, os seus conceitos, os seus valores.

Tive que reconhecer que poderia ter um super petroleiro na minha frente, e por causa dos meus valores pessoais, eu não conseguia vê-lo.

Minha sugestão, para esse empreendedor foi simples: buscar mais conhecimento sobre os seus potenciais clientes para alinhar as expectativas deles com as possibilidades de retorno do seu negocio, e principalmente procurar responder aquelas perguntas básicas:

• Meu produto ou serviço pode interessar a alguém?
• Esse alguém esta disposto a pagar para ter esse produto ou serviço?
• O que eles estão dispostos a pagar é suficiente para cobrir os meus custos e me proporcionar algum lucro?

Por que no final das contas, como diz a minha amiga Viviane Vilela, do Blog “Beco com Saída” :



- Tudo pode dar dinheiro, depende do processo!

sábado, 10 de outubro de 2009

Depois de um longo inverno... eu voltei!!


Eu devo uma explicação por essa ausência.

Eu resolvi fazer o que venho pregando ao longo dos últimos 18 anos. Inovei na minha vida profissional. Abri mão do conforto do conhecido, do cotidiano, do seguro. Tratar de inovação para mim é uma ação confortável, cotidiana, segura. Na maioria das vezes consigo antecipar os problemas e as suas possíveis soluções. Isso facilita a vida, mas também a deixa um pouco monótona. Por isso aceitei um desafio. Começar de novo em uma outra disciplina, Gestão do Conhecimento. Para mim, essa disciplina não é conhecida, cotidiana e nem segura. Na realidade é totalmente desconhecida, o que por si só, já é emocionante. Aprender é sempre uma aventura.

Mas como dizem por ai, você pode tirar o sujeito da inovação, mas não pode tirar a inovação do sujeito. Assim, logo percebi que não teria graça fazer gestão do conhecimento da maneira tradicional, por isso estamos fazendo de uma maneira inovadora, não focando no conhecimento propriamente dito, mas na forma pela qual ele flui na organização. Para isso vamos usar ferramentas de Analise de Redes Sociais.

Não tenho conhecimento de outras experiências deste tipo. Se alguém conhecer alguma, por favor me avise.

Toda a ansiedade de começar uma coisa nova, a preparação, a busca e identificação de ferramentas adequadas, e o processo de aprendizagem em si, consumiram todo o meu esforço durante estes últimos meses, mas acredito que a fase mais difícil já passou. Na ultima sexta, dia 9 de outubro, que foi o aniversário do SEBRAE, terminamos a etapa de coleta de dados, e começaremos a analise dos resultados na próxima terça, depois do feriado.

Confesso que estou sentindo aquele friozinho na barriga, ansioso para ver os resultados. Será que a nossa abordagem vai dar certo? Será que conseguiremos bons resultados?

Sinceramente eu não sei. Mas essa incerteza é que torna o processo de inovação tão divertido!